Perguntas Frequentes

Nenhuma informação ou sugestão presente no site da Cãonosco, substitui a orientação de um médico-veterinário.

Uma dieta balanceada é um dos pilares para a promoção do bem-estar e saúde do seu animal de estimação, mas antes de lhe trocar a ração por uma dieta BARF, converse com o médico-veterinário responsável pelo seu amiguinho, para que possa avaliar o seu estado e confirmar se ele está apto para mudar para a Alimentação crua (BARF).

Alimentação BARF é uma dieta constituída por Alimentos Crus Biologicamente Adequados, que tem inúmeros benefícios rápidos e duradouros, estando a tornar-se felizmente numa tendência em pleno crescimento, entre os donos que se preocupam com a saúde e bem-estar dos seus animais de estimação.

A grande maioria dos animais aceita muito bem a transição para BARF, até porque os cães e gatos são carnívoros, biologicamente preparados para comer carne e ossos crus, graças ao pH ácido do seu estômago, ao sistema digestivo curto e à estrutura morfológica dos seus dentes e das mandíbulas. No entanto sugerimos que consulte o médico veterinário, para que possa ser avaliada a transição do tipo de alimentação atual para alimentação BARF.

Alimentar os animais à base de uma dieta crua, tem inúmeros benefícios. Sendo a comida fresca, natural, crua, não cozinhada e não processada, está repleta de nutrientes que os nossos animais precisam e desejam, incluindo as enzimas necessárias para uma boa digestão e absorção de nutrientes.

Enumeramos alguns dos benefícios mais visíveis:

– Melhora o sistema digestivo. As digestões são mais rápidas e melhores

– Melhor controlo de peso

– Fortalecimento e desenvolvimento muscular

– Redução da produção de fezes, que se tornam firmes e com menos odor

– As alergias e intolerâncias alimentares desaparecem na grande maioria dos animais

– O sistema imunológico é fortalecido

A carne crua tem bactérias e parasitas. Algumas delas não resistem ao frio, e por isso recomenda-se que seja congelada vários dias.

O cão e o gato são carnívoros. O ácido clorídrico no estômago de um carnívoro é uma enzima protetora contra agentes patogênicos. O estômago deles é altamente ácido (cerca de um pH 1), enquanto o seu sistema digestivo é curto e carece de complexidade. As bactérias são mortas quando ingeridas e passadas dentro de 4-6 horas como resíduos. Como o tempo para completar a digestão com alimentação crua é muito curto, a bactéria não permanece no corpo por muito tempo.

Mas ainda assim, todo o alimento para consumo deve seguir regras básicas de higiene, tal como lavar sempre bem as mãos, as bancadas, as tijelas e todos os utensílios utilizados, e descongelar os produtos no frigorífico para evitar a perda de nutrientes e aumentar a atividade microbiológica. Sugerimos que se drene o líquido resultante da descongelação, pois é mais propenso a bactérias e parasitas.

As marcas têm estratégias de Marketing fantásticas. Patrocinam exposições, anunciam fortemente nos canais de TV, na internet e nas revistas da especialidade e pagam a algumas pessoas mais influentes para que recomendem as suas rações.

Além disso, a falta de tempo que hoje em dia os donos têm para preparar a comida diariamente para os seus amiguinhos de quatro patas, leva a que escolham o que é mais cómodo e rápido.

No entanto, a maioria das pessoas nem lê os ingredientes que vêm nas embalagens que compram e que dão como alimento ao seu amiguinho!

Sugerimos que leia sempre todos os ingredientes que vêm descritos na embalagem! Certamente vai encontrar na lista conservantes, agentes corantes, aditivos, grãos, farinhas, cerais, produtos químicos, enchimentos… e muito pouca carne!

Durante o processo evolutivo esses tipos de alimentos secos artificiais e convenientes, podem causar inúmeros problemas de saúde a longo prazo para o seu animal de estimação.

Através da nossa loja online e nos pontos de venda indicados no nosso site. 
Se conhece algum veterinário ou loja de animais que pretenda ter alimentação BARF disponível para venda, divulgue o nosso contacto! Obrigado

Não é aconselhável. O ideal seria um cão ou gato ser sempre alimentado com BARF. No entanto se optar por fazer uma mistura, sugerimos que seja servido e alternado de 12 em 12 horas. Isto porque o organismo dos animais não está preparado para comida processada (ração), e o tempo de digestão desse tipo de alimentação é muito longo.

A transição para BARF com alguns gatos é mais demorada que nos cães. É necessária ter mais paciência e persistência. No entanto há muitos gatos que adoram e devoram BARF, e se forem habituados desde pequenos, serão animais mais saudáveis e felizes.

Em primeiro lugar há que perceber qual a argumentação do veterinário. Se existir algum motivo especifico para que o seu animal de estimação não possa comer alimentação crua, ele deverá ser-lhe explicado. 

Felizmente alguns veterinários já compreenderam que há opções infinitamente melhores para cães e gatos que as rações comerciais, e muitos dos que mudaram o seu ponto de vista sobre a alimentação apropriada, arrependem-se de não o terem feito mais cedo!

No entanto convém lembrar que os veterinários não têm muita informação sobre nutrição na universidade, e quando pensamos que estudam para perceberem sobre todas as doenças, vacinação, medicação, etc etc, é natural que a alimentação BARF não seja de facto o seu foco.

De qualquer forma, estando na era da internet há sempre forma de todos se manterem informados sobre todas as opções de dieta e seus benefícios.

A transição de ração seca para BARF é relativamente simples. Se passarmos a alimentar um animal com peças inteiras, deve ser feito de forma progressiva e de forma a perceber se há alguma parte/peça que o organismo dele não tolere tão facilmente.
No caso dos menus preparados da dieta Yum, basta fazer um jejum de 12 horas entre a ração seca e o servir a tijela de Dieta Yum à temperatura ambiente.

Deve ser servida a mesma quantidade de vezes a que o seu animal está habituado. Se habitualmente come 1x por dia, deve servir-lhe 1x por dia. Se come 2x por dia, deve manter as 2x por dia, dividindo a porção recomendada em duas quantidades. No entanto o ideal seriam 2x por dia, visto que a digestão de uma Alimentação BARF é muito mais rápida do que outro tipo de alimentação.

A quantidade varia em função do peso do animal. Se for um animal com excesso de peso, deverá ser considerado o peso ideal e não o real. Deve ser servida a quantidade correspondente a 2% ou 3% do total do peso.  Animais mais energéticos deverão comer 3% do seu peso.

Por exemplo:                    

Se tiver um cão que pesa 25kg, que corre e brinca o dia todo, deverá dar-lhe uma refeição pela manhã de 370g e outra à noite de 370g (total diário = 740g que corresponde a aproximadamente 3% de 25kg).

Se tiver um cão com 10Kg, que passa mais tempo a dormir e em casa tranquilo, deverá dar-lhe 200g numa única refeição, ou 100g pela manhã e 100g na refeição à noite (total diário = 200g que corresponde a 2% de 10Kg).

Nos cachorros, a proporção a dar é diferente.

Para informações mais detalhadas, consulte o nosso Guia de Alimentação aqui.

Não existe nenhum elemento presente na carne crua capaz de modificar a índole de um animal.

Além disso é preciso esclarecer que a carne crua não contém sangue. O sangue é drenado após o abate dos animais de produção e destinado a outras indústrias. O líquido vermelho que vemos escapar das carnes, principalmente depois de descongelar, é transudato e não sangue. O transudato é simplesmente água que escoa da carne contendo um pouco de hemácias (glóbulos vermelhos) e hemoglobina (o pigmento das hemácias que transporta o oxigénio).

Mas mesmo que tivesse sangue e que o animal o ingerisse, não haveria problema algum! Beber sangue não leva animal nenhum a se tornar satânico ou sanguinário. O sangue é apenas só mais um tecido do corpo, rico em nutrientes que são digeridos e assimilados normalmente.

É uma pergunta pertinente. Realmente em muitos livros e sites, essa é a descrição que encontramos.  E de facto o cão pode sobreviver comendo dietas hipoprotéicas e até vegetarianas (sem traço algum de proteína animal).
No entanto pensamos que todos os donos pretendem ter animais felizes e saudáveis, e não apenas sobreviver. A filosofia BARF acredita que a alimentação ideal do
 animal é aquela que se aproxima daquilo que ele espontaneamente busca no ambiente natural. Na Natureza canídeos selvagens como o lobo (ancestral dos cães) se alimentam majoritariamente de carcaça de animais abatidos, seja ela fresca ou em decomposição.

Obviamente que os cães são capazes de digerir e aproveitar vegetais, como legumes e frutas. Mas sua morfologia e metabolismo indicam que esse “onivorismo” é infinitamente mais limitado que o da espécie humana. Basta observar como a dentição dos cães – composta por dentes que furam, dilaceram carne e destroem ossos – difere da nossa, que favorece a mastigação. A quantidade de amilase (uma enzima que inicia a digestão do amido) na saliva do cão é quase insignificante; enquanto que na boca humana é abundante, e eles produzem sua própria vitamina C, praticamente dispensando a suplementação dessa substância originalmente presente nos vegetais. O pH estomacal dos cães é extremamente ácido  – chegando a 1 – uma provável adaptação para o consumo de carnes cruas (contaminadas).

A carne cozida carece de todos os benefícios do cru e é deficiente em nutrientes essenciais, porque o próprio acto de cozinhar destrói ou altera as proteínas, vitaminas, gorduras e minerais em bruto. No entanto, cozinhar alimentos torna alguns nutrientes menos disponíveis e outros mais disponíveis. Cozinhar levemente vegetais é uma das exceções.

Sim. Mas os cães e gatos têm um sistema imunitário fantástico e especializado em comer toda a diversidade de bactérias. Um animal saudável lida com isso maravilhosamente, sem problemas!

E-coli, salmonelas, etc. aparecem na carne crua, mas estes bichinhos também podem ser encontrados no seu frigorífico, no seu lavatório, no chão, no carro, no quarto e em muitos sítios que habitualmente frequentamos e tocamos.

Há casos de cães que morrem por e-coli ou salmonelas, que comiam exclusivamente rações comerciais. O mais importante é lavar as suas mãos muito bem após alimentar o seu animal de estimação, e mesmo depois de cortar carne para as suas próprias refeições, assim como lavar bem todos os utensílios utilizados. O nosso sistema digestivo não é tão robusto como o dos nossos cães e gatos, de modo que devemos de proteger-nos!

Para aumentar a segurança das dietas cruas, as carnes, vísceras e os ossos carnudos, devem ser comprados em estabelecimentos idôneos e devem ser submetidos ao congelamento por pelo menos dez dias antes de serem oferecidos. Essa medida destrói protozoários e cistos de parasitas.

Independentemente do tipo de alimentação que escolha, deve sempre decidir o que é melhor para o seu amiguinho! Faça a sua pesquisa e análise. Mas num mundo em que o alimento comercial (ração) é fortemente usado e é apoiado como “alta qualidade”, mesmo depois dos nossos animais de estimação apresentarem diversos sintomas alarmantes e desenvolverem inúmeras doenças, numa taxa cada vez maior de ano para ano, os donos responsáveis ​​pela vida de um animal de estimação precisam considerar caminhos alternativos para otimizar a saúde deles, possibilitando-lhes ter meios para sustentar uma vida mais longa, feliz e próspera.