A nossa viagem na alimentação crua

A nossa aventura com a alimentação crua começou porque a Poca, Pincher Miniatura de 1 ano na altura, tinha problemas constantes de pele e pêlo para além das constantes mal disposições por não querer comer a ração e acabar por comer tudo o que apanhava no chão.

Havia algo em que estavamos a falhar mas nós não conseguiamos acreditar que fosse a alimentação já que ela era alimentada com ração «própria para a idade e peso de uma marca topo de gama» mas realmente era o que lhe davamos para comer que estava errado. No primeiro mês de alimentação crua as mudanças foram enormes e mais do que as que tinhamos esperança de alcançar, para além de resolver os problemas de saúde que ela já anteriormente tinha conseguiu ainda aumentar o volume de pêlo por todo o corpo e o seu brilho, limpar todos os dentes dela, melhorar o seu hálito, aumentar a sua vivacidade e mais importante que tudo tornou-a muito mais feliz, não só porque melhorou a sua saúde mas também porque permitiu que ela tivesse sempre uma refeição diferente todos os dias que seja natural, fresca, hidratada e nutricionalmente mais interessante.

Na minha opinião não devemos ter medo de tentar um alimentação crua não só porque não é um quebra-cabeças mas também porque hoje já temos a oportunidade de esclarecer dúvidas ou partilhar opiniões com veterinários nutricionistas, tutores mais experientes, grupos de partilha de informação nas redes sociais como é o caso do grupo Raw feeding Portugal no facebook. A saúde dos nossos animais vai sair muito beneficiada com uma alimentação fresca biologicamente apropriada e a sua longevidade vai aumentar.
Ao longo do tempo a forma como nós cuidamos do nosso animal muda também, passamos a abordar tudo de uma forma mais natural e pensada e tomamos decisões que irão beneficiar os nossos animais não só a curto prazo mas principalmente a longo prazo.

Artigo escrito por Daniel Pinto
Fotos: Poca